quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Blog Colégio Liceu: Arte que faz Arte..
Proporcionamos as nossas crianças da unidade l brincadeiras e vivências, com isso favorecemos a uma aprendizagem prazerosa e sólida, ou seja, “brincadeira é coisa séria”. Nosso objetivo é proporcionar, acima de tudo, momentos felizes, inesquecíveis, onde as experiências pedagógicas sejam especiais, dinâmicas e divertidas.
Blog Colégio Liceu: Formas Geométricas
Forma geométrica é um conjuntos de retas que ao serem interligadas formam uma forma coerente e reconhecivel que pode ser repetida em diversos tamanhos.Ex:Triangulo, quadrado, retangulo, etc
Assim diz a profª KELEN FOCHESATTO
Assim diz a profª KELEN FOCHESATTO
Memoria - Esquecer para lembrar
Você conhece uma pessoa e logo depois esquece o nome dela? Nunca sabe onde largou as chaves de casa, a carteira, os óculos? Vai ao supermercado e sempre deixa de comprar alguma coisa porque não se lembra? E de vez em quando, bem no meio de uma conversa, para e se pergunta sobre o que é que estava falando mesmo? Você não é o único. Bem-vindo ao mundo moderno. Devem existir uns 6 bilhões de pessoas com o mesmo problema. No meio de tudo o que escolhemos e temos para fazer é difícil se lembrar de alguma coisa. Isso você já sabe. O que você não sabe é que a sua memória tem uma capacidade incrível, muito maior do que jamais imaginou. E a chave para dominá-la não é tentar se lembrar de cada vez mais coisas: é aprender a esquecer.
Mas o que está acontecendo, afinal, com a memória das pessoas? Tudo bem que recebemos cada vez mais estímulos, que acabam gerando uma sobrecarga mental. Mas isso não explica tudo. Afinal, se as informações competem por espaço na nossa cabeça, deveríamos nos lembrar do que é mais importante e esquecer o menos importante, certo? Só que, na prática, geralmente acontece o contrário. Você é capaz de esquecer o seu aniversário de namoro, mas certamente se lembra que "pra dançar créu tem que ter habilidade", ou o refrão de qualquer outra música que tenha grudado na sua cabeça. Por que esquecemos o que queremos lembrar? A resposta acaba de ser descoberta, e vai contra tudo o que sempre se pensou sobre memória. A ciência sempre acreditou que uma memória puxa a outra, ou seja, lembrar-se de uma coisa ajuda a recordar outras. Em muitos casos, isso é verdade (é por isso que, quando você se lembra de uma palavra que aprendeu na aula de inglês, por exemplo, logo em seguida outras palavras vêm à cabeça). Mas um estudo revolucionário, que foi publicado por cientistas ingleses e está causando polêmica entre os especialistas, descobriu o oposto. Quando você se lembra de algo, isso pode gerar uma consequência negativa - enfraquecer as outras memórias armazenadas no cérebro. "O enfraquecimento acontece porque se lembrar de uma coisa é como reaprendê-la", explica o psicólogo James Stone, da Universidade de Sheffield. Vamos explicar.
As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios. Suponha que você pegue um papelzinho onde está escrito um endereço de rua. O seu cérebro usa um grupo de neurônios para processar essa informação. Para memorizá-la, fortalece as ligações entre eles - e aí, quando você quiser se lembrar do endereço, ativa esses mesmos neurônios. Beleza. Só que nesse processo parte do cérebro age como se a tal informação (o endereço de rua) fosse uma coisa inteiramente nova, que deve ser aprendida. E esse pseudoaprendizado acaba alterando, ainda que só um pouquinho, as conexões entre os neurônios. Isso interfere com outros grupos de neurônios, que guardavam outras memórias, e chegamos ao resultado: ao se lembrar de uma coisa, você esquece outras. O pior é que esse processo não distingue as recordações úteis das inúteis. Ou seja, ficar se lembrando de besteiras prejudica as lembranças que realmente importam. O simples ato de ouvir rádio pode ser suficiente para disparar esse processo (acredita-se que determinadas músicas possam "travar" o córtex auditivo, causando aquelas incessantes repetições de uma melodia dentro da sua cabeça). Conclusão: estamos esquecendo cada vez mais as coisas importantes porque lembramos cada vez mais das coisas sem importância. Mas isso não é o fim do mundo.
"Esquecer faz parte de uma memória saudável", afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do centro de memória da PUC-RS e autor do livro A Arte de Esquecer. Até 99% das informações que vão para a memória somem alguns segundos ou minutos depois. Isso é um mecanismo de limpeza que ajuda a otimizar o trabalho do cérebro. Se tudo ficasse na cabeça para sempre, ele viraria um depósito de entulho. Isso nos tornaria incapazes de focar em qualquer coisa e atrapalharia bastante o dia-a-dia. Afinal, para que saber onde você estacionou o carro na semana passada? O importante é se lembrar de onde o deixou hoje de manhã. O esquecimento também é um trunfo da evolução. Imagine se as mulheres pudessem se lembrar exatamente, nos mínimos e mais arrepiantes detalhes, da dor que sentiram durante o parto? Provavelmente não teriam outros filhos. Aliás, recordar-se de tudo pode ter efeitos psicológicos graves. É o caso da americana Jill Price, de 44 anos, cuja história contamos na SUPER de agosto. Você não se lembra? Vamos resumir: ela sabe tudo o que aconteceu, comeu e fez em cada dia dos últimos 29 anos. Por causa disso, tem problemas psiquiátricos e sofre para levar uma vida normal. "Imagine se você conseguisse se lembrar de todos os erros que já cometeu", explica. Seria horrível. Para evitar que a memória se torne um pesadelo, o cérebro possui um mecanismo de defesa. E ele fica numa das profundezas mais misteriosas da mente humana.
Freud estava certo
Para o pai da psicanálise, a mente tem um depósito onde guarda suas memórias e pensamentos reprimidos: o inconsciente. Freud elaborou suas teorias muito antes de qualquer pesquisa neurocientífica, mas os estudos mais modernos estão comprovando que ele tinha razão. O inconsciente realmente existe, e tem um papel muito maior do que se pensava.
O cientista israelense Hagar Gelbard-Sagiv ligou eletrodos na cabeça de 13 voluntários que assistiam a diversos clipes numa televisão. Monitorando o cérebro deles, Sagiv registrou as áreas do cérebro que estavam sendo ativadas. Em seguida, os voluntários foram convidados a relembrar detalhes dos clipes. Quando eles fizeram isso, os mesmos neurônios se acenderam. Normal. Só que os neurônios entravam em ação 1,5 segundo antes de a pessoa se lembrar, conscientemente, de qualquer coisa. Ou seja: todas as nossas memórias, não só as reprimidas, passam pelo inconsciente antes de chegar à consciência. E isso faz todo o sentido. Você não precisa se lembrar, conscientemente, de tudo o que sabe - as informações podem perfeitamente ficar no inconsciente e serem trazidas à tona quando forem necessárias. Sabe quando você esquece uma coisa, diz para si mesmo "daqui a pouco eu me lembro" e acaba se lembrando mesmo? Agradeça ao inconsciente.
Mas como a consciência armazena e lê as memórias que estão guardadas lá? Antes de gravar uma informação, o cérebro seleciona o tipo de memória mais adequado. Você já deve ter ouvido falar que existe uma memória de curto prazo, para informações temporárias (um número de telefone) e outra de longo prazo, para as lembranças que duram a vida toda. É verdade. Mas a divisão é mais complexa - na prática, existem 5 tipos de memória, e todos eles podem ser de curto ou longo prazo [veja acima a lista].
Ninguém sabe exatamente em que partes do cérebro elas se escondem, mas tudo indica que o processo é coordenado pelo hipocampo e pela amídala. O hipocampo é vital para a formação das memórias. Você já ficou bêbado e esqueceu o que tinha feito? Foi porque o álcool paralisou seu hipocampo - e, por isso, o cérebro parou de gravar as memórias daquela noite.
Já a amídala está ligada às lembranças mais fortes que existem: as memórias emocionais. Já reparou como você nunca esquece aquele dia em que levou um fora, ou do que estava fazendo na manhã do 11 de Setembro? "A amídala garante que nos lembremos de informações sobre ameaças ou eventos traumáticos, pois essas recordações podem ser vitais para a sobrevivência", afirma o neuropsiquiatra Daniel Schacter, da Universidade Harvard. Mas, em situações muito extremas, acontece o contrário - é por isso que quem sofre um acidente de carro dificilmente se lembra do momento exato da batida. "O cérebro tem mecanismos para bloquear certas informações", explica Izquierdo.
Esquecer é necessário e faz bem. Nunca se esqueça disso, ok? E prepare-se para conhecer a verdadeira, e surpreendente, capacidade da memória humana.
Ei, você lembra de mim?
O cérebro usa um tipo de memória para cada tipo de informação que deseja armazenar
Processual
Quando você aprende a andar de bicicleta, não esquece mais. É por causa desse tipo de memória, que dá novas habilidades ao corpo. É uma memória tão simples que até os invertebrados a possuem.
Visual
Feche os olhos e pense num papagaio. A imagem dele apareceu na sua cabeça? Parabéns, você acaba de usar a sua memória visual. Ela serve para registrar rostos e marcar lugares onde você esteve.
Episódica
É sua e de mais ninguém: contém os acontecimentos da sua vida. Sejam eles marcantes ou não: o primeiro beijo, aquela viagem inesquecível - ou o almoço de ontem.
Topocinética
Grava os seus movimentos e registra a posição do corpo no espaço. É graças a ela que você consegue memorizar instruções do tipo "vire a primeira à direita e a segunda à esquerda".
Semântica
É a memória do conhecimento. Guarda as palavras, os raciocínios e o sentido das coisas. Geralmente exige que as informações sejam repetidas várias vezes.
Pare!Leia isto antes de continuar
Sabe aquele monte de objetos que estavam no quadro da página anterior? Sem voltar a ela, anote de quais deles você se lembra. Isso vai preparar o seu inconsciente para os testes que virão a seguir.
O Texto NÃO consta deste banco de dados
Para saber mais (http://super.abril.com.br/ciencia/esquecer-lembrar-617874.shtml)
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Dia do solteiro
Para quem estava sozinho no Dia dos Namorados e de alguma maneira se chateou pela solidão, agora pode comemorar. Nesta quarta-feira (15), é o Dia do Solteiro
Cachorros no ambiente de trabalho diminuem o stress dos funcionários
Há quem aposte em salas de jogos ou espaços de repouso nos ambientes de trabalho para aumentar a produtividade dos funcionários, mas uma pesquisa realizada na Universidade da Virgínia revelou que permitir a presença de cachorros de estimação nesses locais pode ser outra alternativa bastante eficaz para estimular a produção da equipe.
O estudo, que analisou 75 contratados de uma empresa, atestou que, nos dias em que os funcionários levavam seus cachorros para o emprego, o nível de stress de toda a equipe durante o expediente era menor e a autoestima, maior. Como consequência, a produtividade aumentava. E mais: a iniciativa de ajudar os companheiros de trabalho e o comprometimento com a empresa também cresciam na presença dos au-aus.
Para que a prática dê certo, no entanto, o estudo alerta que é preciso que as companhias propiciem um bom ambiente para os cachorros, com lugar para que possam comer, beber água e fazer xixi e cocô. E, claro, é necessário que os cães sejam bem comportados, já que não dá para levar à empresa um animal que ficará mordendo os calcanhares de todos por debaixo da mesa.
Você aprova a presença de cachorros de estimação no ambiente de trabalho?
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Cineminha Liceu
O cinema é um artefato cultural criado por determinadas culturas que nele se refletem e que, por sua vez, as afetam. É uma arte poderosa, é fonte de entretenimento popular e, destinando-se a educar ou doutrinar, pode tornar-se um método eficaz de influenciar os cidadãos.
Liceu Unidade I visita o INMETRO MS
Competências e atribuições do Inmetro:
Executar as políticas nacionais de metrologia e da qualidade;
· Verificar a observância das normas técnicas e legais, no que se refere às unidades de medida, métodos de medição, medidas materializadas, instrumentos de medição e produtos pré-medidos;
· Manter e conservar os padrões das unidades de medida, assim como implantar e manter a cadeia de rastreabilidade dos padrões das unidades de medida no País, de forma a torná-las harmônicas internamente e compatíveis no plano internacional, visando, em nível primário, à sua aceitação universal e, em nível secundário, à sua utilização como suporte ao setor produtivo, com vistas à qualidade de bens e serviços;
· Fortalecer a participação do País nas atividades internacionais relacionadas com metrologia e qualidade, além de promover o intercâmbio com entidades e organismos estrangeiros e internacionais;
· Prestar suporte técnico e administrativo ao Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro, bem assim aos seus comitês de assessoramento, atuando como sua Secretaria-Executiva;
· Fomentar a utilização da técnica de gestão da qualidade nas empresas brasileiras;
· Planejar e executar as atividades de acreditação de laboratórios de calibração e de ensaios, de provedores de ensaios de proficiência, de organismos de certificação, de inspeção, de treinamento e de outros, necessários ao desenvolvimento da infra-estrutura de serviços tecnológicos no País; e
Desenvolvimento, no âmbito do Sinmetro, de programas de avaliação da conformidade , nas áreas de produtos, processos, serviços e pessoal, compulsórios ou voluntários, que envolvem a aprovação de regulamentos.Fonte e mais informações no site ->(http://www.inmetro.gov.br/)
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Como desenvolver a autocompaixão e diminuir o stress
Você sabe o que é a autocompaixão? Já falei sobre ela há algum tempo, aqui e aqui. Trata-se, basicamente, de ser compreensivo e gentil consigo mesmo, sem ficar se culpando ou criticando demais. Cada vez mais pesquisas têm mostrado que cultivar essa atitude faz bem para a sua saúde mental – ajudando a reduzir o stress, por exemplo.
Não é conceito muito fácil de entender: é diferente da autoestima, que pode levar ao narcisismo ou um amor extremado a si mesmo, e não pode ser confundido com autopiedade (que é a pena de si).
De acordo com Kristin Neff, professora de psicologia da Universidade do Texas em Austin e pesquisadora do assunto, “autocompaixão significa tratar a si mesmo com a mesma gentileza e cuidado com que você trataria um amigo”.
Não é difícil entender por que um pouco de autocompaixão faz bem: pessoas assim evitam fazer críticas destrutivas a si mesmas ou fazer generalizações negativas (do tipo “eu SEMPRE estrago tudo”). Além disso, elas veem seus problemas e falhas como parte normal da condição humana. Sem dramas.
E, diferentemente do que possa parecer, tratar a si mesmo com gentileza também ajuda a atingir seus objetivos. Neff explicou para a Scientific American que as pessoas podem achar que a autocrítica as motiva e, se não forem duras consigo mesmas, não vão sair do lugar. Mas os estudos mostram que a autocompaixão não promove o rebaixamento dos padrões das pessoas – a diferença é que, nesses casos, se elas não atingirem seus objetivos não será o fim do mundo, porque elas não determinam seu próprio valor com base no sucesso. Isso já ajuda muito a diminuir seu nível de stress.
Como desenvolver autocompaixão
Mas como você pode desenvolver essa atitude? Uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia em Berkeley concluiu que uma forma eficiente de conseguir isso é mostrando gentileza e compaixão a outras pessoas.
Em uma conferência da Sociedade para a Psicologia Social e da Personalidade, em janeiro deste ano, as pesquisadoras Juliana Breines e Serena Chen falaram sobre uma série de experimentos nos quais elas pediram a um grupo de voluntários que apoiassem outra pessoa. Eles poderiam fazer isso ao escrever sugestões para fazer um amigo com um problema se sentir melhor. Também foi pedido a outro grupo que recordasse um momento divertido que passaram com um amigo e, a um terceiro, que apenas lessem sobre o sofrimento de outros.
Resultado: o grupo que deu apoio se avaliou com maior autocompaixão do que os outros. Segundo Breines, apoiar outras pessoas dá o sentimento de estar conectado e ajuda a enxergar que outras pessoas também têm problemas. Mas o ponto principal é que, em épocas difíceis, as pessoas têm a tendência natural de se concentrar em si mesmas e acham difícil ajudar outras. Quando, apesar disso, nos esforçamos em aproveitar oportunidades de apoiar outros, podemos nos sentir melhor em relação ao que estamos vivendo.
Fonte : http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/como-desenvolver-a-autocompaixao-e-diminuir-o-stress/
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Conheça 06 fatos que marcaram a história de Thomas Edison
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| Foto1 |
(Foto1) Nascimento – Thomas Alva Edison nasceu no dia 11 de
fevereiro de 1847. Ele vivia nesta casa de classe media da pequena cidade de
Milan, em Ohio, EUA. O local, hoje, é um museu sobre a vida do inventor.
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| Foto2 |
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| Foto3 |
(Foto3) Surdez – Thomas Edison tornou-se surdo durante a adolescência.
Há varias teorias que tentam explicar como ele adquiriu essa deficiência. É certo
que ele passou por vários problemas de saúde relacionados ao sistema auditivo
quando era criança, mas há quem diga que o cientista ficou surdo por causa de
um puxão de orelha ou por ter levado muitas pancadas de um chefe estressado. Apesar
da dificuldade, Edison era muito ativo. Alem de fazer experiências cientificas,
ele trabalhava como operador de telégrafo.
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| Foto4 |
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| Foto5 |
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| Foto6 |
(Foto6) Lâmpada
incandescente – Thomas Edison não inventou a lâmpada, mas foi o desenvolvedor
do primeiro modelo de lâmpada incandescente comercializável. O protótipo, aceso
no dia 21 de outubro de 1879, brilhou 45 horas seguidas. O inventor ficou milionário
quando, em 1882, montou uma rede de distribuição de energia para iluminar parte
de Nova Iorque. Nesta época, Edison, que era um defensor da corrente elétrica continua,
tornou-se um dos maiores rivais de Nikola Tesla, o inventor da corrente
alternada.
Para Saber mais sobre Thomas Edison Clique no link >> http://super.abril.com.br/cotidiano/thomas-edison-genio-lampada-438845.shtml
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você
Você fica cego 4 horas por dia. Já foi enganado por um rótulo nesta
semana. Tem preconceitos sobre todos os assuntos (por mais que ache que
não). Toma decisões irracionais, que vão contra os seus interesses. Você
não está no controle da própria mente. Mas não se preocupe: você é normal. Não é maluco e possui um cérebro
perfeito, como o de qualquer outra pessoa. Só que ele inventa coisas
para iludir você. Não é por mal. É só uma maneira de economizar energia.
O cérebro humano é o objeto mais complexo do Universo. Tem 100 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com o mesmo número de circuitos do cérebro, ele consumiria uma quantidade absurda de eletricidade: 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. Mas o cérebro humano gasta pouquíssima energia - 20 watts, menos que uma lâmpada. E mesmo assim consegue fazer coisas extremamente sofisticadas, de que nenhum computador é capaz.
Só que isso tem um preço. O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos - e muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade - e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. "São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro", diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" - que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro.
O olho humano só capta imagens com clareza em uma pequena parte, a fóvea, que tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro da retina. Então, para compor a linda imagem que você está vendo agora, os seus olhos estão constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Quer comprovar isso na prática? Na próxima vez em que você estiver conversando com uma pessoa, preste atenção nos olhos dela. Você irá perceber que eles se movimentam o tempo todo para escanear vários pontos do seu rosto.
O problema é que a cada pulo desses, enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Durante esse tempo, você está cego. E, como nossos olhos fazem pelo menos 150 mil pulos todos os dias, o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária. Você não percebe isso porque o cérebro preenche esses momentos com imagens artificiais, que dão a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, você não viu.
Tem mais: o que você enxerga não é o que está acontecendo - e sim o que vai acontecer no futuro. É sério. Isso acontece porque a informação captada pelos olhos não é processada imediatamente. Ela tem de passar pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro. O processo leva frações de segundo, e você não pode esperar - um atraso na visão pode fazer com que você seja atropelado ao atravessar a rua, por exemplo. Então, o que faz o cérebro? Inventa. Analisa os movimentos de todas as coisas e fabrica uma imagem que não é real, contendo a posição em que cada coisa deverá estar 0,2 segundo no futuro. Você não vê o que está acontecendo agora, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo.
As mentiras invadem a razão
Com R$ 1,10, você pode comprar um café e uma bala. O café custa R$ 1 a mais do que a bala. Quanto custa a bala? Responda rápido. Dez centavos, certo? Errado. Você acaba de ser enganado pelo próprio cérebro. Mas não está sozinho - mais da metade dos estudantes de universidades prestigiadas como Harvard, MIT e Princeton responderam a essa mesma pergunta e também erraram (entre alunos de instituições menos badaladas, o índice de erro é ainda maior, cerca de 80%). Essa charada é um dos exemplos citados no livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, Rápido e Devagar, ainda sem versão em português), do psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano.
Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro.
Se estamos decidindo sobre o que comer, podemos ficar em dúvida entre um sanduíche e um prato de feijão. Mas por que essas duas opções, justo elas, surgiram como as alternativas válidas para o momento? Por que você não considerou um bacalhau com batatas? Por que não um sorvete de abacaxi? Porque o seu pensamento intuitivo já estava inclinado para optar pelo sanduba ou pelo feijão e restringiu previamente as escolhas antes mesmo que você se desse conta de que estava chegando a hora de almoçar. Do contrário, passaríamos horas avaliando todas as possíveis opções de refeição - e morreríamos de fome. Se o pensamento intuitivo não existisse, seria extremamente difícil escolher uma roupa ou responder a perguntas banais, do tipo "como você está?" ou "gostou do filme?". De certa forma, o pensamento intuitivo é o que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária. "Ele é mais influente. É o autor secreto de muitas decisões e julgamentos que você faz", explica Kahneman no livro. Foi o pensamento intuitivo que apontou os dez centavos como resposta para o enigma do café. Só que ele mentiu para você. A resposta certa é R$ 0,05. Se a bala custasse R$ 0,10, o café custaria R$ 1,10 - e o total daria R$ 1,20.
Esse duelo entre os dois tipos de pensamento, o rápido-intuitivo e o lento-analítico, também tem uma explicação evolutiva. O córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo processamento lógico, surgiu relativamente tarde na evolução da espécie humana - já as emoções e os instintos estavam com nossos ancestrais há muito mais tempo. Por isso elas são tão fortes e nos influenciam tanto. "A filosofia considera o ser humano um animal racional. Mas o que sabemos é que apenas em certas circunstâncias e à custa de muito esforço conseguimos ser racionais", afirma Vitor Haase, médico e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O pensamento intuitivo está sempre presente, até nas situações em que a racionalidade é supremamente importante. Um estudo de pesquisadores das universidades de Ben Gurion, em Israel, e Columbia, nos EUA, analisou o comportamento de juízes que deveriam decidir sobre a liberdade condicional de presos (um processo rápido, que leva 6 minutos). Em média, somente 35% dos condenados ganhavam a condicional. Mas os cientistas perceberam que os juízes eram muito mais benevolentes depois de comer. Quando eles tinham acabado de fazer uma refeição, a taxa de aprovação subia para 65%. Com o passar do tempo, a fome vinha chegando, e a concessão de liberdade condicional ia caindo. Minutos antes do próximo lanche, o índice de aprovação era quase zero.
Decidir sobre liberdade condicional e julgar a própria felicidade são tarefas complexas. Para avaliar todas as variáveis envolvidas, muitas delas subjetivas, o cérebro tenderia a ficar sobrecarregado. Por isso, ele usa atalhos. "Os nossos problemas são resolvidos no piloto automático, através de soluções que a cultura já embutiu no nosso cérebro", diz Haase.
Estudos têm revelado outra distorção: toda pessoa sempre tende ao otimismo, mesmo quando não há motivos para isso. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, gravou a atividade cerebral de voluntários enquanto eles imaginavam situações banais - como tirar uma carteira de identidade. Ela também pediu que os voluntários pensassem em coisas do passado. Os testes mostraram que as mesmas estruturas cerebrais são ativadas para recordar o passado e imaginar o futuro. Só que, ao imaginar o futuro, os voluntários criavam cenários magníficos - era o cérebro tentando colorir os eventos sem graça. "Cerca de 80% das pessoas têm tendência ao otimismo, algumas mais do que outras", diz ela. Para Tali, autora do livro Optimism Bias (O Viés do Otimismo, ainda sem versão em português), o otimismo é sempre mais comum que o pessimismo - seja qual for a faixa etária ou o grupo socioeconômico da pessoa. Assim, nunca acreditamos que algo vá dar errado - mesmo quando o mais racional seria pensar que sim. "As taxas de divórcio, por exemplo, chegam a 40%, 50%. Mas as pessoas que estão para casar sempre estimam suas chances de separação em o%", exemplifica Tali. Segundo ela, a inclinação natural ao otimismo também é um dos fatores que levaram à crise econômica global de 2008. "As pessoas achavam que o mercado continuaria subindo cada vez mais e ignoraram as evidências contrárias", afirma.
Ele está no controle
As manipulações criadas pelo cérebro afetam até a capacidade mais essencial do ser humano: tomar as próprias decisões. Quando você decide alguma coisa, na verdade o cérebro já decidiu - com uma antecedência que pode chegar a 10 segundos. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que as nossas escolhas são resolvidas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. O voluntário tinha que escolher uma das letras e apertar um botão sempre que ela aparecesse. Os cientistas monitoraram o cérebro dos participantes durante o experimento. E chegaram a uma descoberta impressionante: 10 segundos antes de os voluntários escolherem uma letra, sinais elétricos correspondentes a essa decisão já apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro ligadas à tomada de decisões. Cinco segundos antes de o voluntário apertar o botão, o cérebro ativava os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo. Isso significa que, 10 segundos antes de você fazer conscientemente uma escolha, o seu cérebro já tomou a decisão para você - e até já começou a mexer a sua mão.
"O indivíduo não é livre para escolher", afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta. É possível lutar contra isso. Lembra-se daquele outro tipo de pensamento, o lento-analítico? Basta colocá-lo em ação. E isso você consegue tendo calma, refletindo sobre as coisas e duvidando das suas escolhas e opiniões. Os truques do cérebro são poderosos, mas não invencíveis. Agora que você sabe como funcionam, está muito mais preparado para lidar com eles - e se tornar realmente livre para tomar as próprias decisões.
O cérebro humano é o objeto mais complexo do Universo. Tem 100 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com o mesmo número de circuitos do cérebro, ele consumiria uma quantidade absurda de eletricidade: 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. Mas o cérebro humano gasta pouquíssima energia - 20 watts, menos que uma lâmpada. E mesmo assim consegue fazer coisas extremamente sofisticadas, de que nenhum computador é capaz.
Só que isso tem um preço. O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos - e muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade - e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. "São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro", diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" - que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro.
O olho humano só capta imagens com clareza em uma pequena parte, a fóvea, que tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro da retina. Então, para compor a linda imagem que você está vendo agora, os seus olhos estão constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Quer comprovar isso na prática? Na próxima vez em que você estiver conversando com uma pessoa, preste atenção nos olhos dela. Você irá perceber que eles se movimentam o tempo todo para escanear vários pontos do seu rosto.
O problema é que a cada pulo desses, enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Durante esse tempo, você está cego. E, como nossos olhos fazem pelo menos 150 mil pulos todos os dias, o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária. Você não percebe isso porque o cérebro preenche esses momentos com imagens artificiais, que dão a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, você não viu.
Tem mais: o que você enxerga não é o que está acontecendo - e sim o que vai acontecer no futuro. É sério. Isso acontece porque a informação captada pelos olhos não é processada imediatamente. Ela tem de passar pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro. O processo leva frações de segundo, e você não pode esperar - um atraso na visão pode fazer com que você seja atropelado ao atravessar a rua, por exemplo. Então, o que faz o cérebro? Inventa. Analisa os movimentos de todas as coisas e fabrica uma imagem que não é real, contendo a posição em que cada coisa deverá estar 0,2 segundo no futuro. Você não vê o que está acontecendo agora, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo.
As mentiras invadem a razão
Com R$ 1,10, você pode comprar um café e uma bala. O café custa R$ 1 a mais do que a bala. Quanto custa a bala? Responda rápido. Dez centavos, certo? Errado. Você acaba de ser enganado pelo próprio cérebro. Mas não está sozinho - mais da metade dos estudantes de universidades prestigiadas como Harvard, MIT e Princeton responderam a essa mesma pergunta e também erraram (entre alunos de instituições menos badaladas, o índice de erro é ainda maior, cerca de 80%). Essa charada é um dos exemplos citados no livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, Rápido e Devagar, ainda sem versão em português), do psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano.
Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro.
Se estamos decidindo sobre o que comer, podemos ficar em dúvida entre um sanduíche e um prato de feijão. Mas por que essas duas opções, justo elas, surgiram como as alternativas válidas para o momento? Por que você não considerou um bacalhau com batatas? Por que não um sorvete de abacaxi? Porque o seu pensamento intuitivo já estava inclinado para optar pelo sanduba ou pelo feijão e restringiu previamente as escolhas antes mesmo que você se desse conta de que estava chegando a hora de almoçar. Do contrário, passaríamos horas avaliando todas as possíveis opções de refeição - e morreríamos de fome. Se o pensamento intuitivo não existisse, seria extremamente difícil escolher uma roupa ou responder a perguntas banais, do tipo "como você está?" ou "gostou do filme?". De certa forma, o pensamento intuitivo é o que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária. "Ele é mais influente. É o autor secreto de muitas decisões e julgamentos que você faz", explica Kahneman no livro. Foi o pensamento intuitivo que apontou os dez centavos como resposta para o enigma do café. Só que ele mentiu para você. A resposta certa é R$ 0,05. Se a bala custasse R$ 0,10, o café custaria R$ 1,10 - e o total daria R$ 1,20.
Esse duelo entre os dois tipos de pensamento, o rápido-intuitivo e o lento-analítico, também tem uma explicação evolutiva. O córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo processamento lógico, surgiu relativamente tarde na evolução da espécie humana - já as emoções e os instintos estavam com nossos ancestrais há muito mais tempo. Por isso elas são tão fortes e nos influenciam tanto. "A filosofia considera o ser humano um animal racional. Mas o que sabemos é que apenas em certas circunstâncias e à custa de muito esforço conseguimos ser racionais", afirma Vitor Haase, médico e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O pensamento intuitivo está sempre presente, até nas situações em que a racionalidade é supremamente importante. Um estudo de pesquisadores das universidades de Ben Gurion, em Israel, e Columbia, nos EUA, analisou o comportamento de juízes que deveriam decidir sobre a liberdade condicional de presos (um processo rápido, que leva 6 minutos). Em média, somente 35% dos condenados ganhavam a condicional. Mas os cientistas perceberam que os juízes eram muito mais benevolentes depois de comer. Quando eles tinham acabado de fazer uma refeição, a taxa de aprovação subia para 65%. Com o passar do tempo, a fome vinha chegando, e a concessão de liberdade condicional ia caindo. Minutos antes do próximo lanche, o índice de aprovação era quase zero.
Decidir sobre liberdade condicional e julgar a própria felicidade são tarefas complexas. Para avaliar todas as variáveis envolvidas, muitas delas subjetivas, o cérebro tenderia a ficar sobrecarregado. Por isso, ele usa atalhos. "Os nossos problemas são resolvidos no piloto automático, através de soluções que a cultura já embutiu no nosso cérebro", diz Haase.
Estudos têm revelado outra distorção: toda pessoa sempre tende ao otimismo, mesmo quando não há motivos para isso. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, gravou a atividade cerebral de voluntários enquanto eles imaginavam situações banais - como tirar uma carteira de identidade. Ela também pediu que os voluntários pensassem em coisas do passado. Os testes mostraram que as mesmas estruturas cerebrais são ativadas para recordar o passado e imaginar o futuro. Só que, ao imaginar o futuro, os voluntários criavam cenários magníficos - era o cérebro tentando colorir os eventos sem graça. "Cerca de 80% das pessoas têm tendência ao otimismo, algumas mais do que outras", diz ela. Para Tali, autora do livro Optimism Bias (O Viés do Otimismo, ainda sem versão em português), o otimismo é sempre mais comum que o pessimismo - seja qual for a faixa etária ou o grupo socioeconômico da pessoa. Assim, nunca acreditamos que algo vá dar errado - mesmo quando o mais racional seria pensar que sim. "As taxas de divórcio, por exemplo, chegam a 40%, 50%. Mas as pessoas que estão para casar sempre estimam suas chances de separação em o%", exemplifica Tali. Segundo ela, a inclinação natural ao otimismo também é um dos fatores que levaram à crise econômica global de 2008. "As pessoas achavam que o mercado continuaria subindo cada vez mais e ignoraram as evidências contrárias", afirma.
Ele está no controle
As manipulações criadas pelo cérebro afetam até a capacidade mais essencial do ser humano: tomar as próprias decisões. Quando você decide alguma coisa, na verdade o cérebro já decidiu - com uma antecedência que pode chegar a 10 segundos. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que as nossas escolhas são resolvidas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. O voluntário tinha que escolher uma das letras e apertar um botão sempre que ela aparecesse. Os cientistas monitoraram o cérebro dos participantes durante o experimento. E chegaram a uma descoberta impressionante: 10 segundos antes de os voluntários escolherem uma letra, sinais elétricos correspondentes a essa decisão já apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro ligadas à tomada de decisões. Cinco segundos antes de o voluntário apertar o botão, o cérebro ativava os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo. Isso significa que, 10 segundos antes de você fazer conscientemente uma escolha, o seu cérebro já tomou a decisão para você - e até já começou a mexer a sua mão.
"O indivíduo não é livre para escolher", afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta. É possível lutar contra isso. Lembra-se daquele outro tipo de pensamento, o lento-analítico? Basta colocá-lo em ação. E isso você consegue tendo calma, refletindo sobre as coisas e duvidando das suas escolhas e opiniões. Os truques do cérebro são poderosos, mas não invencíveis. Agora que você sabe como funcionam, está muito mais preparado para lidar com eles - e se tornar realmente livre para tomar as próprias decisões.
Fonte (http://super.abril.com.br/ciencia/descubra-mentiras-seu-cerebro-conta-voce-690379.shtml)
sábado, 30 de junho de 2012
Dica da Nova Ortografia
As novas
regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entram em vigor a partir de
1º de janeiro de 2009. Oito países, onde o português é língua oficial, vão precisar
ajustar sua gramática às novas regras, que têm como objetivo unificar as
diferentes grafias. No Brasil, as principais mudanças serão a eliminação de
alguns acentos e do trema, além da adoção de novas regras para o hífen. Esta é
a quinta vez que a ortografia da língua portuguesa passa por reformas. As
regras ortográficas atuais continuarão a ser aceitas até dezembro de 2012.
ALFABETO
COM 26 LETRAS
O
alfabeto incorpora as letras k, w e y, que serão usadas para escrever:
1) símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), w (watt);
2) palavras e nomes estrangeiros e seus derivados: show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, Kafka, kafkiano.
1) símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), w (watt);
2) palavras e nomes estrangeiros e seus derivados: show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, Kafka, kafkiano.
TREMA
O trema
deixa de ser usado, a não ser em nomes próprios e derivados. Palavras como
lingüiça, seqüestro, tranqüilo deixam de ter trema. No entanto, o acento
continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller e
Bündchen são exemplos.
ACENTO
AGUDO
O acento
agudo não será mais usado nos ditongos abertos ei e oi de paroxítonas (que têm
acento tônico na penúltima sílaba). Palavras como idéia, assembléia e jibóia
perdem o acento agudo. As oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis
continuam a ser acentuadas: chapéu(s), papéis, herói(s), troféu(s).
Palavras
paroxítonas com i e u tônicos perdem o acento quando vierem depois de ditongo.
Por exemplo, feiúra, baiúca, bocaiúva ficam feiura, baiuca, bocaiuva. No
entanto, o acento permanece se a palavra for oxítona e, o, i ou o u estiverem
no final ou seguidos de s. Exemplos são Piauí, tuiuiú, tuiuiús.
Formas
verbais que têm o acento tônico na raiz, com u tônico precedido de g ou q e
seguido de e ou i também perdem o acento agudo. Verbos como averigúe
(averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir) mudam e passam a ser grafadas
averigue, apazigue, arguem.
ACENTO
CIRCUNFLEXO
O acento
circunflexo não será mais usado nas terceiras pessoas do plural do presente do
indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e derivados. Por
exemplo: ‘eles crêem’, ‘que eles dêem’, ‘todos lêem’, ‘as meninas vêem’ passam
a ser escritos desta forma: ‘eles creem’, ‘que eles deem’, ‘todos leem’ e ‘as
meninas veem’. Palavras terminadas em hiato (oo) também vão sofrer mudanças:
enjôo, vôo e magôo ficam enjoo, voo e magoo. No entanto, permanecem os acentos
que diferenciam o singular do plural dos verbos ter, vir e derivados (manter,
deter, reter, conter, convir, intervir, advir, etc). Exemplos: ele tem dois
carros/eles têm dois carros; ele vem de Sorocaba/eles vêm de Sorocaba.
ACENTO
DIFERENCIAL
Os
acentos agudo e circunflexo não serão mais usados para diferenciar as seguintes
palavras:
1) pára (flexão do verbo parar) de para (preposição);
2) péla (flexão do verbo pelar) de pela (combinação da preposição com o artigo);
3) pólo (substantivo) de polo (combinação antiga e popular de ‘por’ e ‘lo’);
4) pélo (flexão do verbo pelar), pêlo (substantivo) e pelo (combinação da preposição com o artigo;
5) pêra (substantivo – fruta), péra (substantivo arcaico – pedra) e pera (preposição arcaica).
1) pára (flexão do verbo parar) de para (preposição);
2) péla (flexão do verbo pelar) de pela (combinação da preposição com o artigo);
3) pólo (substantivo) de polo (combinação antiga e popular de ‘por’ e ‘lo’);
4) pélo (flexão do verbo pelar), pêlo (substantivo) e pelo (combinação da preposição com o artigo;
5) pêra (substantivo – fruta), péra (substantivo arcaico – pedra) e pera (preposição arcaica).
O acento
circunflexo permanece para diferenciar pôde (passado do verbo poder) de pode
(presente do verbo poder). Permanece também o acento para diferenciar pôr
(verbo) de por (preposição). O uso do circunflexo para diferenciar as palavras
forma (formato) e fôrma (de fazer bolo) é facultativo.
HIFEN
Depois de
prefixo, quando a segunda palavra começar com s ou r, as consoantes devem ser
duplicadas. Exemplos: antirreligioso, antissemita, contrarregra. No entanto, o
hífen será mantido quando os prefixos terminarem com r, como hiper-, inter- e
super-. Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
Não
usa-se o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar
com uma vogal diferente. Exemplos: extraescolar, aeroespacial, autoestrada.
Sempre
usa-se o hífen diante de h. Observe os exemplos: anti-higiênico, super-homem.
Prefixo
terminado em vogal:
1) não usa-se hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
2) Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
3) Não usa-se também diante de r e s, e dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
4) Usa-se hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
1) não usa-se hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
2) Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
3) Não usa-se também diante de r e s, e dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
4) Usa-se hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
Prefixo
terminado em consoante:
1) usa-se o hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
2) Não usa-se hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
3) Não usa-se também diante de vogal: interestadual, superinteressante.
1) usa-se o hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
2) Não usa-se hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
3) Não usa-se também diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Com o
prefixo sub, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por r: sub-região,
sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen:
subumano, subumanidade. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de
palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano. O prefixo
co une-se em geral com a segunda palavra, mesmo quando esta se inicia por o:
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar.
Com o
prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-presidente, vice-rei, vice-almirante.
Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição,
como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista. Com
os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, sempre usa-se o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação,
pré-vestibular, pró-europeu.
PRONÚNCIA
DE VERBOS
Há
variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar,
averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir. Esses verbos
admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do
presente do subjuntivo e também do imperativo. Se forem pronunciadas com a ou i
tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos: verbo enxaguar: enxáguo,
enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. No verbo delinquir:
delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
Se os verbos forem pronunciados com u tônico,
essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica,
isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar:
enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam, enxague, enxagues, enxaguem. verbo
delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem, delinqua, delinquas,
delinquam. Obs: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, com a e i tônicos.Fonte:(http://www.idealdicas.com/nova-ortografia/)
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